{"id":210,"date":"2015-07-14T13:30:14","date_gmt":"2015-07-14T16:30:14","guid":{"rendered":"http:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/?p=210"},"modified":"2017-03-24T17:49:58","modified_gmt":"2017-03-24T20:49:58","slug":"estadovdeminas-skinage","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/pt\/2015\/07\/14\/estadovdeminas-skinage\/","title":{"rendered":"Aparelho criado por mineiros pode determinar a sobrevida de beb\u00eas prematuros"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_211\" style=\"width: 625px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-211\" class=\"size-full wp-image-211\" src=\"http:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20150714120720831762o1.jpg\" alt=\"\" width=\"615\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20150714120720831762o1.jpg 615w, https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20150714120720831762o1-300x171.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><p id=\"caption-attachment-211\" class=\"wp-caption-text\">Zilma Reis, da Faculdade de Medicina da UFMG, coordena a pesquisa e foi contemplada com US$ 100 mil para montar o prot\u00f3tipo<\/p><\/div>\n<h2 class=\"descricao\">Cientistas mineiros premiados pela Funda\u00e7\u00e3o Bill &amp; Melinda Gates trabalham em prot\u00f3tipo capaz de identificar, com mais efic\u00e1cia que um ultrassom, o tempo de gesta\u00e7\u00e3o de rec\u00e9m-nascidos usando o maior \u00f3rg\u00e3o do corpo<\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Um aparelho capaz de medir com mais precis\u00e3o a cronologia da gesta\u00e7\u00e3o pode determinar a sobrevida de beb\u00eas nascidos prematuramente. Atualmente, \u00e9 poss\u00edvel medir com quantas semanas um beb\u00ea nasceu por meio de ultrassom ou teste cl\u00ednico ao nascimento. Mas essas duas t\u00e9cnicas podem apresentar varia\u00e7\u00f5es de at\u00e9 tr\u00eas semanas, e incertezas sobre o tempo da gesta\u00e7\u00e3o representam um risco de vida para beb\u00eas que nascem antes da hora. Projeto de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) prepara-se para desenvolver e testar uma t\u00e9cnica capaz de identificar com quantas semanas os beb\u00eas nasceram por meio das caracter\u00edsticas de sua pele.<\/p>\n<p>\u00c0 frente do estudo, batizado como Skinage, Zilma Reis, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetr\u00edcia e coordenadora do Centro de Inform\u00e1tica e Sa\u00fade da Faculdade de Medicina de Minas Gerais, recebeu US$ 100 mil do programa Grand Challenges Explorations, da Funda\u00e7\u00e3o Bill &amp; Melinda Gates. O grupo de pesquisadores, que envolve ainda o f\u00edsico Rodney Nascimento Guimar\u00e3es e outros pesquisadores do Departamento de F\u00edsica e da Faculdade de Medicina da UFMG, tem 18 meses para desenvolver um m\u00e9todo inovador e n\u00e3o invasivo para identificar com maior precis\u00e3o o tempo de gesta\u00e7\u00e3o de rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<p>P\u00f3s-doutora em inform\u00e1tica em sa\u00fade, Zilma se dedica ao desenvolvimento de produtos tecnol\u00f3gicos aplicados na sa\u00fade da mulher. Seu foco \u00e9 a sa\u00fade materno-infantil e a oportunidade de pesquisar o tema veio com o edital da funda\u00e7\u00e3o em 2014, que conclamou os pesquisadores a desenvolverem tecnologias capazes de identificar o tempo de gesta\u00e7\u00e3o de beb\u00eas. Segundo Zilma, trata-se de um desafio global. \u201cOs benef\u00edcios n\u00e3o seriam s\u00f3 para o Brasil. O desafio n\u00e3o \u00e9 saber a cronologia de gesta\u00e7\u00e3o de um beb\u00ea que nasce em um grande centro de aten\u00e7\u00e3o. Estamos pensando em estruturas como as dispon\u00edveis na \u00c1frica\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel identificar em que semana de gesta\u00e7\u00e3o o beb\u00ea est\u00e1 se o ultrassom for feito antes de 12 semanas, ou seja, at\u00e9 o terceiro m\u00eas. Mesmo assim, ele n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o preciso. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 um exame neurol\u00f3gico feito por um pediatra especialista, assim que o beb\u00ea nascer. Segundo Zilma, a idade gestacional ao nascimento \u00e9 o principal preditor de sa\u00fade do rec\u00e9m-nascido. \u201c\u00c9 com ela que identificamos as necessidades de cuidado e que tipo de assist\u00eancia o beb\u00ea vai precisar. Se ele nasce em um local sem estrutura adequada para prematuros, caso de partos feitos fora de maternidades, esse dado mais preciso sobre a cronologia da gesta\u00e7\u00e3o faz diferen\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p><strong>CRONOLOGIA <\/strong>A pele \u00e9 um marcador cronol\u00f3gico importante, vide as rugas. Da\u00ed a inten\u00e7\u00e3o de testar a hip\u00f3tese de ela ser um marcador de idade tamb\u00e9m no in\u00edcio da vida. \u201cEm um adulto, cinco ou 10 anos provocam mudan\u00e7as na pele. Seu desenvolvimento durante a vida intrauterina \u00e9 muito r\u00e1pido. Talvez consigamos essa \u2018r\u00e9gua\u2019 para medir o tempo de gesta\u00e7\u00e3o do beb\u00ea. Imaginamos que um prematuro responder\u00e1 ao est\u00edmulo diferentemente de um beb\u00ea de 9 meses, pois eles t\u00eam espessura, elasticidade, pigmenta\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia da pele diferentes\u201d, explica Zilma.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 aferir a idade por meio dessas caracter\u00edsticas biof\u00edsicas da pele, observando como elas respondem \u00e0 luz. Segundo a pesquisadora, essa resposta de um tecido externo favorece o desenvolvimento de um exame n\u00e3o invasivo, de baixo custo e sem dano ao rec\u00e9m-nascido. Para isso, a equipe pretende criar um aparelho port\u00e1til, simples e de baixo custo, que usar\u00e1 luz de LED para medir a espessura da epiderme e a concentra\u00e7\u00e3o de queratina na pele do rec\u00e9m-nascido. Ao final de 18 meses, a equipe tem que apresentar o prot\u00f3tipo produzido em impressora 3D para testar os benef\u00edcios do novo aparelho e compar\u00e1-lo \u00e0s t\u00e9cnicas j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todo usa luz e busca prot\u00f3tipo preciso<\/strong><br \/>\nToda luz \u2013 proveniente de qualquer tipo de fonte, seja o sol, uma vela, uma l\u00e2mpada incandescente, um laser ou um LED \u2013 ao encontrar um material qualquer vai interagir com ele de tr\u00eas formas distintas. Segundo o f\u00edsico Rodney Guimar\u00e3es, ela poder\u00e1 ser absorvida ou refletida por esse material, ou ent\u00e3o atravess\u00e1-lo e ser transmitida (pelo menos parte dela). \u201cEstudando a luz absorvida, refletida ou transmitida podemos conhecer que material \u00e9 esse e, inclusive, algumas propriedades do mesmo, como seu tamanho e sua quantidade (concentra\u00e7\u00e3o)\u201d.<\/p>\n<p>Isso serve tamb\u00e9m para a pele, seja de um indiv\u00edduo adulto ou rec\u00e9m-nascido. Por meio da luz \u00e9 poss\u00edvel determinar a espessura da pele e a concentra\u00e7\u00e3o de seus constituintes. Segundo o pesquisador, h\u00e1 outras formas de faz\u00ea-lo, mas usando as ondas eletromagn\u00e9ticas \u00e9 poss\u00edvel inferir as propriedades da pele de forma n\u00e3o invasiva. A ideia de usar a luz para identificar os constituintes e as propriedades dos materiais n\u00e3o \u00e9 nova, sendo usada na astronomia e na medicina. Mas sua aplicabilidade em alguns campos ainda n\u00e3o foi totalmente explorada. \u201cA ideia \u00e9 considerada inovadora no sentido de que essa aplica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que propomos ainda n\u00e3o foi tentada, pelo menos n\u00e3o \u00e9 descrita em artigos cient\u00edficos\u201d, conta.<\/p>\n<p>O desafio dos pesquisadores da f\u00edsica envolvidos no projeto \u00e9 construir um aparelho o mais diminuto, com o custo mais baixo e com a maior exatid\u00e3o poss\u00edvel em 18 meses. \u201cA t\u00e9cnica \u00e9 conhecida, mas n\u00e3o conhecemos o \u2018problema\u2019, temos que trabalhar com os m\u00e9dicos, que nos dir\u00e3o como faz\u00ea-lo. A quest\u00e3o ent\u00e3o \u00e9 aprender e interagir entre v\u00e1rios campos do conhecimento, f\u00edsica, medicina, biologia, engenharia el\u00e9trica\u201d, explica. Primeiramente, os f\u00edsicos v\u00e3o desenvolver experimentos para testar a resposta da pele proveniente da bi\u00f3psia da pele de beb\u00eas natimortos \u00e0 luz. Isso dar\u00e1 elementos para a constru\u00e7\u00e3o do prot\u00f3tipo.<\/p>\n<p>Segundo Zilma, \u00e9 nessa primeira fase, j\u00e1 em curso, que os pesquisadores v\u00e3o observar o melhor comprimento de onda e qual LED ser\u00e1 usado, por exemplo. O projeto ter\u00e1 outras duas etapas. A segunda consiste na constru\u00e7\u00e3o do prot\u00f3tipo em si para, na terceira, serem feitos os testes em prematuros nascidos no Hospital das Cl\u00ednicas da UFMG. \u201cSe o prot\u00f3tipo cumprir a proposta, podemos concorrer \u00e0 segunda etapa da premia\u00e7\u00e3o, que dar\u00e1 US$ 1 milh\u00e3o para colocar o aparelho em produ\u00e7\u00e3o e fazer testes multic\u00eantricos, submetendo a t\u00e9cnica a mais rec\u00e9m-nascidos\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>1,8 mil projetos na disputa<\/strong><br \/>\nO projeto Skinage foi selecionado entre outras 1.800 propostas de 109 pa\u00edses submetidas \u00e0 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o do programa Grand Challenges Explorations (GCE). Criada pela Funda\u00e7\u00e3o Gates em 2008, a iniciativa financia ideias inovadoras para resolver graves problemas em sa\u00fade, agricultura e desenvolvimento. Mais de 1.140 projetos em 60 pa\u00edses j\u00e1 foram financiados, oito deles no Brasil. A cada semestre s\u00e3o lan\u00e7ados de cinco a seis desafios em diferentes \u00e1reas. Para participar, n\u00e3o \u00e9 preciso ser mestre ou doutor. Qualquer profissional pode enviar suas ideias. Basta provar em duas folhas de papel que o projeto apresenta uma criativa solu\u00e7\u00e3o de impacto para problemas que afligem o mundo. Zilma Reis \u00e9 a quarta pesquisadora mineira financiada pelo programa.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/sites.correioweb.com.br\/app\/50,114\/2015\/07\/14\/noticia_saudeplena,154185\/aparelho-criado-por-mineiros-pode-determinar-a-sobrevida-de-bebes-prematuros.shtml\">Estado de Minas, 14\/07\/2015 13h30<\/a>\u00a0Autor:\u00a0<a class=\"link\" href=\"mailto:cultura.em@uai.com.br\">Carolina Cotta<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas mineiros premiados pela Funda\u00e7\u00e3o Bill &amp; Melinda Gates trabalham em prot\u00f3tipo capaz de identificar, com mais efic\u00e1cia que um ultrassom, o tempo de gesta\u00e7\u00e3o de rec\u00e9m-nascidos usando o maior \u00f3rg\u00e3o do corpo<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":211,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[24],"class_list":["post-210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-skinage"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20150714120720831762o1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8xxvS-3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=210"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":216,"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210\/revisions\/216"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/skinage.medicina.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}