Skin Age Light Scan https://skinage.medicina.ufmg.br Gestational age tetection by light Thu, 21 Mar 2019 20:50:25 +0000 en-US hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.5 https://skinage.medicina.ufmg.br/wp-content/uploads/2019/03/cropped-Preemie-Test-Logo-Menino-FAVICON-1-32x32.png Skin Age Light Scan https://skinage.medicina.ufmg.br 32 32 126204340 PLOS ONE publica artigo do projeto Skin Age https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2019/02/04/plos-one-publica-artigo-do-projeto-skin-age/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2019/02/04/plos-one-publica-artigo-do-projeto-skin-age/#respond Mon, 04 Feb 2019 19:12:51 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=665 [...]]]>

Newborn skin reflection: Proof of concept for a new approach for predicting gestational age at birth. A cross-sectional study

Published: September 20, 2017

Acesse: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0184734

Baixe: https://journals.plos.org/plosone/article/file?id=10.1371/journal.pone.0184734&type=printable

Abstract

Background

Current methods to assess the gestational age during prenatal care or at birth are a global challenge. Disadvantages, such as low accessibility, high costs, and imprecision of clinical tests and ultrasonography measurements, may compromise health decisions at birth, based on the gestational age. Newborns’ organs and tissues can indirectly indicate their physical maturity, and we hypothesized that evolutionary changes in their skin, detected using an optoelectronic device meter, may aid in estimating the gestational age. This study analyzed the feasibility of using newborn skin reflectance to estimate the gestational age at birth noninvasively.

Methods and findings

A cross-sectional study evaluated the skin reflectance of selected infants, preferably premature, at birth. The first-trimester ultrasound was the reference for gestational age. A prototype of a new noninvasive optoelectronic device measured the backscattering of light from the skin, using a light emitting diode at wavelengths of 470 nm, 575 nm, and 630 nm. Univariate and multivariate regression analysis models were employed to predict gestational age, combining skin reflectance with clinical variables for gestational age estimation. The gestational age at birth of 115 newborns from 24.1 to 41.8 weeks of gestation correlated with the light at 630 nm wavelength reflectance 3.3 mm/6.5 mm ratio distant of the sensor, at the forearm and sole (Pearson’s correlation = 0.505, P < 0.001 and 0.710, P < 0.001, respectively). The best-combined variables to predict the gold standard gestational age at birth was the skin reflectance at wavelengths of 630 nm and 470 nm in combination with birth weight, phototherapy, and adjusted to include incubator stay, and sex (R2 = 0.828, P < 0.001). The main limitation of the study is that it was very specific to the premature population we studied and needs to be studied in a broader spectrum of newborns.

Conclusions

A novel automated skin reflectometer device, in combination with clinical variables, was able to predict the gestational age and could be useful when the information is in doubt or is unknown. Multivariable predictive models associated the skin reflectance with easy to obtain clinical parameters, at the birth scenario. External validation needs to be proven in an actual population with the real incidence of premature infants.

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Pesquisa FAPESP – A multitude of births (pt-br) https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/11/27/a-multitude-of-births-pt-br/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/11/27/a-multitude-of-births-pt-br/#respond Tue, 27 Nov 2018 17:59:14 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=635 [...]]]> Em 2015, 40% dos bebês deixaram o útero materno antes de alcançar a maturidade biológica, em parte por causa de cesarianas eletivas

Prematuro atendido na unidade de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da USP. Léo Ramos Chaves

O Brasil mantém há uma década uma preocupante posição de liderança mundial em partos cirúrgicos, as cesarianas. Em crescimento desde os anos 1970, a proporção de cesáreas ultrapassou a de partos normais em 2009 e, desde então, não sofreu redução significativa, apesar de tentativas do governo federal e das entidades médicas de fazê-la baixar. Dos 2.903.716 bebês que nasceram em 2015 em hospitais e maternidades brasileiros, 1.611.788 vieram ao mundo por meio de cesárea. Esse número corresponde a 55,5% dos partos e é excessivamente elevado, inferior apenas ao da República Dominicana, onde 56,4% dos 172 mil bebês nascem a cada ano por meio de cirurgia. Uma proporção elevada de cesáreas brasileiras (48%) pode ser desnecessária porque é realizada antes do início do trabalho de parto e, portanto, antes de a criança estar pronta para nascer. Essas cesáreas, em muitos casos combinadas com antecedência pelo obstetra e pela gestante, podem colocar em risco a saúde da mulher e da criança em vez de protegê-las.

A análise mais ampla já feita no país, publicada on-line em 5 de agosto na revista BMJ Open, confirma o que epidemiologistas, obstetras e pediatras suspeitavam havia tempo: as cesarianas possivelmente evitáveis aumentam a proporção de bebês que nascem antes da maturidade biológica. A conclusão resulta de um estudo coordenado pelo pediatra e epidemiologista Fernando Barros, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Com colegas do Uruguai, do Reino Unido e do Ministério da Saúde, Barros confrontou o número de nascimentos no Brasil em 2015 com informações sobre o tipo de parto, a idade gestacional da criança e a escolaridade materna.

Entrevista: Fernando Barros 00:00 / 09:52

O cruzamento dos dados mostrou que naquele ano nasceram no país 1.130.676 bebês (39,9% do total) com menos de 39 semanas, idade a partir da qual especialistas em saúde materna e infantil consideram a criança preparada para a vida fora do útero. Desse batalhão de bebês precoces, 286 mil nasceram com menos de 37 semanas (prematuros), provavelmente por problema de saúde da mãe ou da criança, e 844 mil na 37ª ou 38ª semana de gravidez. Há forte indicação de que um terço desses dois grupos – um total de 370 mil crianças – nasceu antes da hora em decorrência de cesariana desnecessária.

“Quem nasce com 37 ou 38 semanas corre um pequeno risco de ter complicações de saúde, que, no entanto, poderiam ser evitadas com o adiamento do parto”, conta Barros. Como essas crianças representam uma fração elevada dos nascimentos, explica o pesquisador, seus problemas teriam o potencial de gerar um impacto importante no sistema público de saúde. Pesquisadores do Instituto Karolinska e da Universidade de Uppsala, na Suécia, acompanharam por ao menos 23 anos 550 mil bebês nascidos entre 1973 e 1979. Em estudo publicado em 2010 na Pediatrics, eles afirmam que, em grau menor do que os prematuros, os bebês nascidos na 37a ou 38asemana de gestação apresentavam um risco maior de não concluir a universidade e de precisar de assistência do estado para cuidar da saúde.

“Suspeitávamos que os números seriam mais ou menos esses”, comenta o obstetra José Guilherme Cecatti, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sobre o nascimento precoce de bebês no Brasil. Cecatti não participou do artigo do BMJ Open, mas, anos atrás, identificou uma taxa mais elevada de prematuros, parte associada à cesarea, em um estudo com 33.740 gestantes do Nordeste, Sul e Sudeste. “O mérito do trabalho atual é mostrar esse fenômeno com números tão altos. Ele nos leva a deduzir que boa parte das cesáreas está sendo indicada antes do momento certo.”

Um dado reforça a hipótese de que essas cirurgias foram feitas sem um problema médico que as justificasse. A proporção de cesáreas antes do trabalho de parto cresceu continuamente com o aumento da escolaridade materna, um indicador do nível socioeconômico. Entre as 163 mil mulheres com até quatro anos de estudo, mais pobres e possivelmente com mais problemas de saúde, 13,2% tiveram bebê por cesariana antes do trabalho de parto. A proporção chegou a 49,2% entre as 528 mil mães com nível universitário, em princípio, mais ricas, saudáveis e bem informadas. “É o fenômeno que o epidemiologista britânico Julian Tudor Hart chamou de inversão do cuidado. Quem precisa mais recebe menos”, comenta o pediatra Marco Antonio Barbieri, professor da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP).

“Estudos que acompanham populações sugerem que o nascimento antecipado é um fenômeno que seguirá o padrão das cesarianas, inicialmente mais frequentes nas classes mais ricas e hoje comuns também nas mais pobres”, conta a pediatra Heloísa Bettiol, colaboradora de Barbieri e professora na USP-RP. Esse efeito vem sendo notado nos estudos iniciados em 1978 em Ribeirão Preto, no interior paulista. A proporção de bebês que nascia na 37a ou 38a semana de gestação por cesariana passou de 28% no período 1978-1979 para 54% em 1994 e 68% em 2010, segundo dados apresentados por Barbieri e Heloísa ao Ministério da Saúde em 2017. Barros e seus colaboradores haviam observado anos atrás uma associação semelhante nos estudos de acompanhamento feitos em Pelotas (ver Pesquisa FAPESP nº 228).

No estudo da BMJ Open, a influência do excesso de cesáreas no aumento dos nascimentos antes da hora ficou mais evidente quando Barros e colaboradores analisaram os 2,5 milhões de partos (82,4% do total do país) sobre os quais havia informação de melhor qualidade, agrupados por município. Nas cidades em que a cirurgia respondia por mais de 80% dos partos, o número de crianças nascidas na 37a ou 38a semana de gestação foi 62% maior do que nos municípios em que as cesarianas representavam menos de 30% dos nascimentos, ainda assim o dobro do considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde. A probabilidade de nascerem prematuros foi 22% maior no primeiro grupo de cidades do que no segundo.

Obstetras e pediatras sempre se preocuparam mais com os bebês que nascem com menos de 37 semanas, os prematuros, que correm risco maior de ter problemas de saúde. Mais recentemente, porém, surgiram estudos indicando que os nascidos com 37 e 38 semanas, de gestação a termo precoce, também apresentavam mais risco de ter complicações de saúde nas primeiras semanas de vida e problemas leves no desenvolvimento cognitivo anos mais tarde. “Os termos precoces nunca receberam muita atenção porque se considerava que estariam prontos para nascer”, conta Barros. “Mas eles se beneficiariam de mais uma ou duas semanas no ventre materno.”

Um problema comum dos nascidos entre a 34ª e a 37ª semana de gestação é que os pulmões, um dos últimos órgãos a amadurecer, ainda não estão completamente preparados para respirar. Por esse motivo, é maior o risco de a criança apresentar dificuldade respiratória, de precisar de suplementação de oxigênio e até passar algumas horas na unidade de cuidados intensivos, longe da mãe. Segundo a pediatra Maria Augusta Gibelli, chefe da UTI Neonatal do Hospital das Clínicas da USP, esses bebês nem sempre já desenvolveram a habilidade de sugar adequadamente o peito materno e podem apresentar uma redução nos níveis de glicose (açúcar) no sangue, exigindo a administração de formulações à base de leite de vaca ou cabra nos primeiros dias de vida.

A epidemiologista Maria do Carmo Leal, professora da Escola Nacional de Saúde Pública, no Rio de Janeiro, quantificou esses riscos entre os termos precoces a partir de informações de 12.646 crianças nascidas em 2011 e 2012 em 266 hospitais e maternidades brasileiros e acompanhadas por ao menos 45 dias. Publicada em dezembro de 2017 no BMJ Open, a análise dessa amostra, representativa do Brasil, confirma que uma ou duas semanas a mais no ventre materno podem fazer uma diferença importante.

Mesmo saudáveis, os bebês que nasceram na 37ª ou 38ª semana de gravidez apresentaram um risco baixo, mas superior ao dos gestados por 39 ou 40 semanas, de complicações nas primeiras horas ou semanas de vida. No primeiro grupo, 3,9% precisaram receber suplementação de oxigênio, ante 2,1% no segundo. Uma proporção semelhante precisou de banho de luz nos três primeiros dias de vida para neutralizar o excesso de bilirrubina, proteína tóxica para o sistema nervoso central. A hipoglicemia, redução importante nos níveis de glicose, foi três vezes mais comum entre os bebês de 37 ou 38 semanas (0,9%) do que entre os nascidos com 39 ou 40 semanas (0,3%).

A frequência de complicações foi bem mais elevada quando as crianças do primeiro grupo nasceram por interferência antecipada do obstetra, majoritariamente a realização de uma cesariana, sem que a mãe ou o bebê apresentasse problema de saúde. Essa situação ocorreu em pouco menos da metade dos casos e triplicou a necessidade de receber oxigênio (foi de 1,3% nos bebês de 39 e 40 semanas para 4,5% nos de 37 e 38); mais do que dobrou a frequência de internações em unidades de cuidados intensivos (de 1,5% para 3,6%); e aumentou nove vezes o risco, que era baixo, de morrer no primeiro mês de vida: subiu de três mortes a cada 10 mil nascimentos no primeiro grupo para 26 por 10 mil no segundo. “No Brasil, essas intervenções antecipadas são especialmente comuns nos hospitais e maternidades privados”, conta Maria do Carmo, que observou esse efeito em um trabalho publicado em 2016 na revista PLOS ONE.

“O direito da mulher de optar pela cesariana”, defende Fernando Barros, de Pelotas, “não deveria competir com o das crianças de nascer com 39 ou mais semanas”.

A pele como marcador do tempoDeve começar em outubro um teste com 790 recém-nascidos brasileiros para avaliar a eficiência de um equipamento que, a partir da luz refletida pela pele, estima a idade gestacional do bebê no parto. Semelhante a uma lanterna pequena, o aparelho desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) usa leds para emitir luz de baixa intensidade e um sensor para captar o que é refletido. Essa informação alimenta um miniprocessador que, levando em conta o peso, calcula quanto tempo a criança permaneceu no útero – quanto mais longa a gestação, mais espessa é a pele e mais luz ela reflete.

Conhecer o tempo de desenvolvimento (idade gestacional) do bebê é essencial para orientar a ação dos médicos após nascimento. “O pediatra se baseia nessa informação, em especial no caso dos prematuros, para decidir se o bebê precisa de suporte respiratório e controle de temperatura ou de internação em uma unidade neonatal”, explica a ginecologista e obstetra Zilma Reis, professora da UFMG que desenvolveu o equipamento, chamado de Skin Age, com o astrofísico Rodney Guimarães. “Mesmo no Brasil, onde o acesso aos serviços de saúde é universal e gratuito, nem sempre há informação confiável sobre a idade gestacional das crianças”, diz Zilma.

Pesquisadora da UFMG usa o aparelho que mede a luz refletida pela pele para estimar a idade gestacional de bebêZilma Reis/UFMG

Ela e Guimarães iniciaram a busca de uma forma não invasiva de determinar a idade do recém-nascido em 2014, estimulados por uma chamada para projetos sobre o tema feita pela Fundação Bill & Melinda Gates. A inspiração foi o oxímetro, aparelho que estima a concentração de oxigênio no sangue por meio de uma luz que atravessa a pele. “O objetivo era criar um equipamento de uso simples para as situações em que os exames pré-natais não fornecem informação adequada sobre a idade da criança ou não há um pediatra para calcular na sala de parto”, conta.

Com US$ 100 mil da Fundação Gates e US$ 50 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Zilma e Guimarães analisaram como a pele do feto se modifica e reage à luz durante a gestação, desenvolveram os primeiros protótipos e fizeram um teste clínico que serviu como prova de conceito. Aplicado por alguns segundos ao antebraço ou à sola do pé, o Skin Age estimou a idade gestacional de 115 crianças nascidas em dois hospitais de Belo Horizonte com erro de 11 dias, segundo dados publicados em 2017 na revista PLOS ONE.

Com verba do Ministério da Saúde, o grupo de Minas deve testar agora o equipamento em 790 crianças de Minas, Rio Grande do Sul, Maranhão e Brasília. “Queremos usar os dados para aprimorar o equipamento e reduzir o erro para 7 dias”, diz Zilma. Um segundo ensaio clínico, financiado pela Grand Challanges Canadá e pela Fiocruz, deverá ser feito no próximo ano com 400 crianças do Brasil, de Portugal e Moçambique.

Projeto
Fatores etiológicos da prematuridade e consequências dos fatores perinatais na saúde da criança: Coortes de nascimentos em duas cidades brasileiras (nº 08/53593-0); ModalidadeProjeto Temático; Pesquisador responsável Marco Antonio Barbieri (FMRP-USP); InvestimentoR$ 3.289.922,80.

Artigos científicos
BARROS, F. C. et alCaesarean sections and the prevalence of preterm and early-term births in Brazil: Secondary analyses of national birth registrationBMJ Open. 5 ago. 2018.
LEAL, M. C. et alBurden of early-term birth on adverse infant outcomes: A population-based cohort study in BrazilBMJ Open. 27 dez. 2017.

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/09/18/um-batalhao-de-nascimentos-precoces/#

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Skinage project receives prize and takes technology to various countries (pt-br) https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/11/27/skinage-project-receives-prize-and-takes-technology-to-various-countries-pt-br/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/11/27/skinage-project-receives-prize-and-takes-technology-to-various-countries-pt-br/#respond Tue, 27 Nov 2018 17:32:41 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=628 [...]]]> Vencedor da chamada internacional “Stars in Global Health 2018-2019”, do Grand Challenges Canadá, Skinage será avaliado simultaneamente em Moçambique, Portugal e Brasil

Dispositivo identifica a idade gestacional
usando luz LED. Foto: Arquivo Pessoal

Publicado por site.medicina.ufmg.br em: Externas • Notícias – 2 de julho de 2018

Com início das ações em agosto, a proposta de levar a tecnologia Skinage, projeto desenvolvido e patenteado pela Faculdade de Medicina da UFMG, para ser avaliada simultaneamente em Moçambique, Portugal e Brasil, terá o financiamento total de 100 mil dólares canadenses. O prêmio se deve a assinatura do acordo entre a UFMG, Fiocruz e Grand Challenges Canadá, após o projeto vencer a chamada internacional “Stars in Global Health 2018-2019” (estrelas em saúde global), que selecionou 44 ideias de enfrentamento aos desafios persistentes na saúde de mulheres e crianças em países de baixa e média renda.

“Notícia boa nem sempre tem a mesma repercussão das ruins. É um orgulho receber esse apoio em uma disputa apertada com propostas do mundo todo”, destaca a coordenadora do Skinage e professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade, Zilma Reis. Ela explica que, nesta etapa do projeto, serão reunidos centros de referência no atendimento à gravidez de alto risco, onde se espera encontrar bebês que nasceram antes de nove meses de gestação, para que seja avaliado o Preemie-Test. Este dispositivo médico, parecido com uma caneta, realiza o teste da prematuridade automaticamente quando a luz toca a pele do pé da criança recém-nascida durante alguns segundos.

“A incerteza da idade gestacional ao nascimento é um desafio em todo mundo. A realidade do cuidado é distinta nesses três países, ambos de língua portuguesa, o que permitirá avaliar a importância do Preemie-Test nos vários cenários de nascimento, com recursos tecnológicos distintos”, pontua Zilma. “Em 18 meses vamos fabricar uma versão do dispositivo bem próxima da que esperamos colocar no mercado. Para isso, vamos realizar o novo exame em 298 bebês recém-nascidos para analisar a reflexão da pele e diagnosticar os prematuros”, acrescenta.

Dessa forma, pretende-se validar o Preemie-Test. “Esperamos verificar se ele é capaz de diagnosticar a prematuridade, quando a informação da cronologia da gravidez for imprecisa ou inexistente. O novo teste poderá estar pronto para uso a partir de 2020, em hospitais, casas de parto e ambulâncias”, continua Zilma.

A coordenadora ainda ressalta que esse é um estudo científico, do tipo ensaio clínico multicêntrico, inscrito na plataforma de registro da Organização Mundial de Saúde, a WHO International Clinical Trials Registry Platform. “Com isso, os mais rigorosos padrões de boas práticas em pesquisa serão seguidos, assim como os resultados serão publicados em revistas científicas”, informa.

Cronograma de desenvolvimento do projeto

De acordo com a professora Zilma Reis, nos primeiros seis meses será produzido o dispositivo Preemie-Test, em parceria com a empresa ATEEI, e formalizada a cooperação com hospitais universitários de referência no Brasil, em Portugal e Moçambique. “Serão 18 meses de trabalho. Esperamos, no final de 2018, iniciar os exames nos bebês para que ao final de 2019 possamos analisar os resultados e finalizar o modelo do dispositivo para aprovação da Anvisa”, explica.

Para seu desenvolvimento, o projeto conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, biomédicos, enfermeiros, físico e profissionais da computação que também são  professores/pesquisadores, alunos de pós-graduação, graduação e técnicos da Faculdade de Medicina da UFMG.

Projeto Skinage

Com um sensor que capta luz de leds refletida na pele para avaliar a idade gestacional do bebê ao nascer, o projeto Skinage foi apresentado em 2017 no 3rd WHO Global Forum on Medical Devices, fórum da Organização Mundial da Saúde (OMS) e já recebeu reconhecimento com a publicação dos seus resultados científicos na revista Public Library of Science (PLoS ONE). A publicação em forma de artigo, chamado Newborn skin reflection: Proof of concept for a new approach for predicting gestational age at birth. A cross-sectional study, mostra que esta pode ser uma tecnologia barata e efetiva para ser usada em diferentes cenários de parto pelo mundo.

O projeto, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e Fapemig, também apresenta outro produto, um aplicativo para dispositivos móveis chamado Meu Pré-Natal, que já conta com cerca de 70mil downloads no Brasil e em outros países.

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Prototype published on WHO compendium of inovative health technologies for low-resource settings https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/11/27/prototype-published-on-who-compendium-of-inovative-health-technologies-for-low-resource-settings/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/11/27/prototype-published-on-who-compendium-of-inovative-health-technologies-for-low-resource-settings/#respond Tue, 27 Nov 2018 17:23:13 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=619 Acess the website of the WHO compendium of innovative health technologies for low-resource settings or open the page of the project directly.

 

 

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TV UFMG – VT SKINAGE https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/07/17/tv-ufmg-vt-skinage-2/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/07/17/tv-ufmg-vt-skinage-2/#respond Tue, 17 Jul 2018 22:09:50 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=592
Um dispositivo criado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG será agora testado na Europa e África. O Skinage é um sensor que, por meio de luz de led refletida na pele do bebê, é capaz de aferir com máxima precisão a idade gestacional de um recém-nascido.

 

Fonte: https://www.facebook.com/tvufmg/videos/1819607291430297

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Projeto Skinage recebe prêmio e leva tecnologia a diferentes países https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/07/03/projeto-skinage-recebe-premio-e-leva-tecnologia-a-diferentes-paises-2/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/07/03/projeto-skinage-recebe-premio-e-leva-tecnologia-a-diferentes-paises-2/#respond Tue, 03 Jul 2018 16:08:23 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=577 [...]]]>

Vencedor da chamada internacional “Stars in Global Health 2018-2019”, do Grand Challenges Canadá, Skinage será avaliado simultaneamente em Moçambique, Portugal e Brasil

Dispositivo identifica a idade gestacional usando luz LED. Foto: Arquivo Pessoal

Com início das ações em agosto, a proposta de levar a tecnologia Skinage, projeto desenvolvido e patenteado pela Faculdade de Medicina da UFMG, para ser avaliada simultaneamente em Moçambique, Portugal e Brasil, terá o financiamento total de 100 mil dólares canadenses. O prêmio se deve a assinatura do acordo entre a UFMG, Fiocruz e Grand Challenges Canadá, após o projeto vencer a chamada internacional “Stars in Global Health 2018-2019” (estrelas em saúde global), que selecionou 44 ideias de enfrentamento aos desafios persistentes na saúde de mulheres e crianças em países de baixa e média renda.

“Notícia boa nem sempre tem a mesma repercussão das ruins. É um orgulho receber esse apoio em uma disputa apertada com propostas do mundo todo”, destaca a coordenadora do Skinage e professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade, Zilma Reis. Ela explica que, nesta etapa do projeto, serão reunidos centros de referência no atendimento à gravidez de alto risco, onde se espera encontrar bebês que nasceram antes de nove meses de gestação, para que seja avaliado o Preemie-Test. Este dispositivo médico, parecido com uma caneta, realiza o teste da prematuridade automaticamente quando a luz toca a pele do pé da criança recém-nascida durante alguns segundos.

“A incerteza da idade gestacional ao nascimento é um desafio em todo mundo. A realidade do cuidado é distinta nesses três países, ambos de língua portuguesa, o que permitirá avaliar a importância do Preemie-Test nos vários cenários de nascimento, com recursos tecnológicos distintos”, pontua Zilma. “Em 18 meses vamos fabricar uma versão do dispositivo bem próxima da que esperamos colocar no mercado. Para isso, vamos realizar o novo exame em 298 bebês recém-nascidos para analisar a reflexão da pele e diagnosticar os prematuros”, acrescenta.

Dessa forma, pretende-se validar o Preemie-Test. “Esperamos verificar se ele é capaz de diagnosticar a prematuridade, quando a informação da cronologia da gravidez for imprecisa ou inexistente. O novo teste poderá estar pronto para uso a partir de 2020, em hospitais, casas de parto e ambulâncias”, continua Zilma.

A coordenadora ainda ressalta que esse é um estudo científico, do tipo ensaio clínico multicêntrico, inscrito na plataforma de registro da Organização Mundial de Saúde, a WHO International Clinical Trials Registry Platform. “Com isso, os mais rigorosos padrões de boas práticas em pesquisa serão seguidos, assim como os resultados serão publicados em revistas científicas”, informa.

Cronograma de desenvolvimento do projeto

De acordo com a professora Zilma Reis, nos primeiros seis meses será produzido o dispositivo Preemie-Test, em parceria com a empresa ATEEI, e formalizada a cooperação com hospitais universitários de referência no Brasil, em Portugal e Moçambique. “Serão 18 meses de trabalho. Esperamos, no final de 2018, iniciar os exames nos bebês para que ao final de 2019 possamos analisar os resultados e finalizar o modelo do dispositivo para aprovação da Anvisa”, explica.

Para seu desenvolvimento, o projeto conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, biomédicos, enfermeiros, físico e profissionais da computação que também são  professores/pesquisadores, alunos de pós-graduação, graduação e técnicos da Faculdade de Medicina da UFMG.

Projeto Skinage

Com um sensor que capta luz de leds refletida na pele para avaliar a idade gestacional do bebê ao nascer, o projeto Skinage foi apresentado em 2017 no 3rd WHO Global Forum on Medical Devices, fórum da Organização Mundial da Saúde (OMS) e já recebeu reconhecimento com a publicação dos seus resultados científicos na revista Public Library of Science (PLoS ONE). A publicação em forma de artigo, chamado Newborn skin reflection: Proof of concept for a new approach for predicting gestational age at birth. A cross-sectional study, mostra que esta pode ser uma tecnologia barata e efetiva para ser usada em diferentes cenários de parto pelo mundo.

O projeto, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e Fapemig, também apresenta outro produto, um aplicativo para dispositivos móveis chamado Meu Pré-Natal, que já conta com cerca de 70mil downloads no Brasil e em outros países.

 

Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG – Publicado em: Externas • Notícias – 2 de julho de 2018

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Jornal Minas | Pesquisadores da UFMG desenvolvem dispositivo, a baixo custo, para identificar idade gestacional https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/03/09/jornal-minas-pesquisadores-da-ufmg-desenvolvem-dispositivo-a-baixo-custo-para-identificar-idade-gestacional/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/03/09/jornal-minas-pesquisadores-da-ufmg-desenvolvem-dispositivo-a-baixo-custo-para-identificar-idade-gestacional/#respond Fri, 09 Mar 2018 15:00:59 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=539 Pesquisadores da UFMG desenvolveram um dispositivo para identificar a idade gestacional de bebês. O tempo de gravidez é imprescindível para a formação do feto e para o acompanhamento médico que é feito.

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Minas Faz Ciência: Quando a pele revela histórias https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/01/22/minas-faz-ciencia-quando-a-pele-revela-historias-2/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2018/01/22/minas-faz-ciencia-quando-a-pele-revela-historias-2/#respond Mon, 22 Jan 2018 14:00:30 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=489 [...]]]> Equipamento calcula idade gestacional de recém-nascidos com mais precisão e ajuda a salvar bebês prematuros

Basta um rápido passeio pelas redes sociais para encontrar imagens de exames de ultrassom, compartilhadas por mães e pais orgulhosos e ansiosos pela chegada
de um bebê. Além do sexo, a moda é ver o rostinho da criança, por meio de imagens tridimensionais – e, até mesmo, em 4D. As inovações tecnológicas avançam a passos largos, mas nem de longe são universais. No Brasil, mais da metade das gestantes não têm acesso ao ultrassom no início da gravidez: 60% delas iniciam o pré-natal tardiamente, após a 12ª semana de gestação. Os dados são da Pesquisa Nascer no Brasil – Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento, realizada entre fevereiro de 2011 e outubro 2012, que envolveu quase 24 mil mulheres e seus filhos recém-nascidos.(continua)

 

Acesse e leia a matéria na íntegra: https://issuu.com/fapemig/docs/minas_faz_ci__ncia_ed_72/10

Trecho do editorial:

“Outro destaque é uma importante pesquisa realizada por equipe da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, cujo foco são os bebês prematuros, ou seja, aqueles nascidos com menos de 37 semanas de gestação. Como aponta a reportagem de Alessandra Ribeiro, essas crianças estão sujeitas a complicações nas primeiras horas de vida. Saber com precisão a idade gestacional é importante para que a equipe médica possa antecipar cenários e tomar decisões. Porém, ainda é comum no Brasil que muitas mulheres iniciem o pré-natal tardiamente, o que resulta em idade gestacional não confiável.

O trabalho do grupo de pesquisadores resultou em um equipamento, já patenteado, que calcula a idade gestacional de recém-nascidos. Batizado de skin age, ele fornece os resultados com rapidez e pode ser manuseado por qualquer profissional de saúde – basta encostar o sensor de luz LED na pele do bebê, por alguns segundos. Pelas possibilidades, despertou o interesse do Ministério da Saúde, que sinalizou com apoio para realização de um estudo em escala nacional.”

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Diário do Comércio | Patente detecta idade gestacional de prematuros https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/12/06/diario-do-comercio-patente-detecta-idade-gestacional-de-prematuros-2/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/12/06/diario-do-comercio-patente-detecta-idade-gestacional-de-prematuros-2/#respond Wed, 06 Dec 2017 14:00:30 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=543 [...]]]> Pesquisadores da UFMG lançam solução inédita e recebem apoio de entidades internacionais e do governo

Sensor em contato com a pele do bebê permite descobrir quantas semanas tem o recém-nascido/Divulgação

Sensor em contato com a pele do bebê permite descobrir quantas semanas tem o recém-nascido/Divulgação

Com investimentos que já chegam a US$ 150 mil, o projeto Skinage, inédito no mundo, desenvolvido e patenteado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e que dará com mais precisão a idade gestacional de bebês, se prepara para entrar na etapa de validação. O projeto recebeu US$ 100 mil da Fundação Bill & Melinda Gates, e outros US$ 50 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Novo aporte de US$ 50 mil estão previstos pelo governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde. O Skinage, nome dado ao sensor, poderá ser fabricado em escala industrial em 2020.

“Nos próximos dois anos, testaremos no maior número de bebês possível, revela a coordenadora do projeto, a professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFMG, Zilma Reis. Ela diz que o Skinage será muito benéfico nos casos de bebês prematuros. Aliás, a fragilidade do bebê prematuro foi outro fator determinante nas escolhas realizadas no desenvolvimento da tecnologia não invasiva.

“A correta identificação da idade gestacional ao nascer, em especial quando os parâmetros clínicos e o ultrassom são inconclusivos ou não existem, pode auxiliar a equipe de saúde a tomar decisões para o melhor cuidado com o bebê”, observa. O dispositivo encontra-se na terceira prototipagem após passar por testes nas maternidades do Hospital das Clínicas e Sofia Feldmann, onde 120 recém-nascidos já tiveram o tempo confirmado pelo aparelho, com sucesso.

A equipe do projeto escolheu as duas maternidades para os testes por se tratarem de ambientes hospitalares de excelência, nos quais era possível ter certeza das idades gestacionais para comparação do resultado oferecido pelo dispositivo. “Precisávamos de parâmetros confiáveis. As mães deveriam ter feito ultrassom desde o início da gravidez e todo o acompanhamento pré-natal”, justifica Zilma Reis. Com base nos testes, foi possível criar o modelo tecnológico para ser aplicado em locais que não oferecem as mesmas condições.

Inovação – Cerca de 12 profissionais, entre médicos, biomédicos, cientistas da computação, físicos e engenheiros da universidade, trabalham há três anos em cima da solução inovadora que, por meio de um sensor, determina com precisão se o bebê é ou não prematuro. De funcionamento simples, semelhante a um oxímetro, uma luz em ondas específicas com propriedade de interação com a pele é direcionada na planta do bebê e a partir daí o aparelho portátil, que poderá ser operado por qualquer profissional de saúde, traz informações que permitem o cálculo da idade gestacional.

“A luz interage com a pele, e a forma como ela se reflete gera um fenômeno que conseguimos analisar cientificamente. Um bebê prematuro, que tem a pele muito fina, absorve mais luz e reflete pouco. À medida que ele vai amadurecendo, a pele fica mais espessa, refletindo mais luz”, exemplifica. Zilma esclarece que saber a idade gestacional correta é fundamental para definir uma série de medidas necessárias à saúde do bebê. Ela ressalta que a cronologia gestacional é o marcador mais importante de sobrevida do recém-nascido.

Ela também afirma que metade dos nascimentos no Brasil traz informações imprecisas do tempo da gravidez, seja por falta de informação, pré-natal tardio ou total falta de acesso à saúde, daí o potencial social enorme do dispositivo desenvolvido. A equipe pretende disponibilizá-lo, a baixo custo, nas maternidades brasileiras e do resto do mundo, principalmente em países mais pobres, como a África, até 2020.

“Em lugares como a África, apenas 5% das mulheres têm acesso à ultrassonografia. A grande maioria não dispõe de parâmetros para identificar a idade gestacional. Dessa forma, quem mais se beneficiará dessa tecnologia são os países de baixa e média renda, onde não há pediatra na sala de parto ou não é comum fazer o pré-natal”, afirma a coordenadora.

Problema global – Zilma Reis esclarece ainda que a identificação da idade gestacional dos bebês recém-nascidos é um problema mundial, e a falta dessa informação pode comprometer suas chances de sobrevida. “De 15 milhões de bebês que nascem prematuros a cada ano no mundo, um milhão morre por causa das complicações da prematuridade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as causas de morte neonatal são responsáveis pela metade dos casos de comprometimento neurológico em crianças”, diz.

Na maioria dos casos, esses bebês precisam receber cuidados especiais, como suporte respiratório e controle de temperatura, ou ser encaminhados a uma unidade neonatal. Para que isso ocorra de maneira satisfatória, é necessária a identificação exata da idade gestacional, calculada, atualmente, por um pediatra ou enfermeiro neonatólogo treinado.

Com o dispositivo, patenteado pela equipe, a margem de erro é de 11 dias, nas primeiras 48 horas de vida.


Fonte: http://diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=patente_detecta_idade_gestacional_de_prematuros&id=188226

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CN Notícias: Researchers develop device that confirms gestation time https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/12/01/cn-noticias-researchers-develop-device-that-confirms-gestation-time/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/12/01/cn-noticias-researchers-develop-device-that-confirms-gestation-time/#respond Fri, 01 Dec 2017 14:00:15 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=478 Em Minas Gerais, pesquisadores estão desenvolvendo um aparelho que confirma o tempo de gestação de um recém-nascido. A novidade pode fazer toda a diferença no tratamento de bebês prematuros.

Fonte:
TV Canção Nova
Publicado em 1 de dez de 2017
Reportagem de Monizy Amorim e Reinaldo Esteves

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https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/12/01/cn-noticias-researchers-develop-device-that-confirms-gestation-time/feed/ 0 478
Globo – MGTV: Researchers at UFMG developed a device that confirms the time of pregnancy to treat premature infants https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/11/29/globo-mgtv-researchers/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/11/29/globo-mgtv-researchers/#respond Wed, 29 Nov 2017 20:39:55 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=442 [...]]]>

Um sensor em contato com a pele do bebê permite descobrir quantas semanas o recém-nascido ficou na barriga da mãe

Assista ao vídeo da matéria

Pesquisadores da UFMG desenvolvem aparelho que mede a idade real dos recém-nascidos

 

Mais da metade das grávidas brasileiras não tem certeza sobre a data do início da gestação. Para acabar com essa dúvida, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um aparelho para confirmar a idade gestacional de recém-nascidos. Uma informação fundamental no tratamento de bebês prematuros.

A dona de casa Ana Cristina achava que estava grávida de 36 semanas, do Bryan. Mas para o médico dela a contagem estava diferente, com três semanas a menos.

“Esse daqui eu tinha feito o ultrassom dele, mas o médico achou que ele tava mais novo ainda. Eu já tava no começo da pré-eclâmpsia e ele não tinha desenvolvido ainda e ele achou que estava com menos semana”, conta Ana Cristina Moreira.

Para tirar esse tipo de dúvida, os pesquisadores da faculdade de medicina da UFMG e do Hospital das Clínicas criaram esse aparelhinho que tem um sensor de led na ponta. Em contato com a pele do bebê é possível descobrir direitinho o tempo em que o recém-nascido ficou na barriga da mãe.

“Um pequeno sensor encosta na pele do recém-nascido e emite luz em comprimentos de ondas diferentes. Essa luz interage com a pele e a pele reflete a luz na medida da sua maturidade, da sua espessura, e refletindo a concentração de proteínas que existe naquela pele. O que nós fazemos é analisar o sinal que retorna em um algoritmo matemático e estimar a idade gestacional”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Zilma Reis.

A dúvida da mãe do Bryan também passa pela cabeça de muitas mulheres. Um estudo feito pela Fiocruz aponta que em 55% dos nascimentos no Brasil não se sabe ao certo o tempo de gestação.

Algumas mulheres têm dificuldade para saber o tempo exato de gravidez por causa do ciclo menstrual irregular ou por terem demorado a começar o pré-natal. Informações que são decisivas no tratamento de bebês prematuros.

“A nutrição, se você faz diferente, de uma maneira distorcida para uma criança de 24 semanas ou 28 semanas já vai definir o prognóstico imediato dela. A mesma coisa em relação a assistência respiratória. Elas são diferentes dependendo da idade gestacional”, disse a neonatologista Maria Albertina Santiago.

O aparelho ainda está em teste, por isso o resultado do Bryan ainda não pode ser divulgado. As pesquisas continuam.

“A gente já está estudando um formado em caneta, no qual toda a tecnologia vai estar embarcada no bastão. Isso significa que a ponta do bastão toca a pele e todo o processamento é feito no interior. E um visor já irá informar a idade gestacional”, disse a coordenadora da pesquisa.

Por MGTV, Belo Horizonte
 Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/pesquisadores-da-ufmg-desenvolvem-aparelho-que-confirma-tempo-de-gestacao-para-tratar-prematuros.ghtml

 

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Globo – Jornal Hoje em Dia: Device developed by group from UFMG (Brazil) unveils newborn needs https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/11/27/dispositivo-inventado-por-grupo-da-ufmg-desvenda-necessidades-de-recem-nascidos-2/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/11/27/dispositivo-inventado-por-grupo-da-ufmg-desvenda-necessidades-de-recem-nascidos-2/#respond Mon, 27 Nov 2017 16:19:59 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=425 [...]]]> Assista ao vídeo da matéria.

Realizar intervenções que sejam capazes de mudar o prognóstico de um bebê ao nascer e prevenir doenças na infância são alguns dos propósitos de um grupo multidisciplinar da UFMG. Os pesquisadores desenvolveram um dispositivo que avalia, de forma rápida e nas primeiras 24 horas de vida, a prematuridade ou não de um recém-nascido com maior precisão que os métodos utilizados atualmente.

40 bebês prematuros nascem no Brasil a cada hora, segundo o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos no SUS e Ministério da Saúde

O nascimento entre 28 e 37 semanas (período em que o bebê é considerado prematuro) é a principal causa de morte no primeiro ano de vida no país, conforme a pesquisa Nascer no Brasil, concluída pela Sociedade Brasileira de Pediatria em 2014.

O dispositivo emite uma luz que entra em contato com a pele e analisa o tecido; a resposta é processada por um algoritmo

Muitas vezes, é um desafio identificar a prematuridade, afirma Zilma Reis, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG e coordenadora do projeto Skin Age.

“Trabalho em uma equipe que atua com gravidez de alto risco e bebês prematuros há mais de 20 anos. No nosso dia a dia, quando não há informação confiável de referência, como acompanhamento por pré-natal e ultrassom, é difícil precisar a idade gestacional”, explica a obstetra.

Um oxímetro de dedo para ser usado em casa custa em torno de R$ 100 se comprado pela internet; a tecnologia deste aparelho é semelhante à do Skin Age

Funcionamento

Desde a concepção do Skin Age Light Scan, o grupo tinha duas prioridades: segurança máxima e custo mínimo. “Queríamos uma solução que fosse a mais democrática possível, pensando nas dificuldades de países africanos, do próprio Brasil, em locais com poucos recursos, e fazer de uma maneira que a leitura fosse automática”, revela Zilma Reis.

O dispositivo, em formato de caneta e com sensor de luzes LED de cores diferentes na ponta, é colocado em contato com a pele do recém-nascido.

Por meio da interação da luz com a pele, é realizada uma leitura dos efeitos de absorção, reflexão e espalhamento da luminosidade. Esses dados são processados por um algoritmo matemático que irá mostrar, imediatamente, a estimativa de quantas semanas aquele bebê passou na barriga da mãe.

“Um prematuro tem a pele mais fininha, absorvendo muita luz e voltando pouco para o sensor. A pele mais madura vai absorver menos, porque já tem até uma camada de gordurinha, e vai refletir muito”, esclarece a médica.

28 semanas de gestação é o prazo de nascimento considerado como prematuro extremo, conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria

Do ponto de vista da radiação, a luz LED interage com o tecido da mesma forma que uma lâmpada acesa. E o uso dela, garante Zilma Reis, também contribui para a redução do custo.

A nova tecnologia, fabricada hoje em laboratório da UFMG, deve chegar ao mercado com valor aproximado de um oxímetro – aparelho que mede a oxigenação pelo dedo da mão do paciente quando em salas de cirurgia ou internação.

Patentes

A nova tecnologia foi aplicada em 120 bebês nascidos nas maternidades dos hospitais das Clínicas e Sofia Feldman, na capital, tendo a eficiência aprovada.

A partir do sucesso dos testes, foi solicitada, em 2016, a patente nacional tanto do dispositivo quanto do algoritmo. Já no início deste mês, depois de mais um ano complementando exames em bebês e fazendo melhorias no dispositivo, o grupo fez o depósito internacional da patente, que é válido em cerca de 180 países.

Finalizada a primeira etapa, o passo seguinte já foi dado e está para começar. No ano que vem e em 2019, o aparelho será testado em hospitais de todo o país, com apoio do Ministério da Saúde, para que seja validado por outros profissionais e aplicado no dia a dia das unidades de saúde brasileiras.

Projeto tornou-se possível por incentivo internacional

O projeto vem sendo desenvolvido há cerca de três anos. O Skin Age Light Scan foi pensado para ser utilizado no mundo inteiro, com vários cenários de partos (em casa, em hospitais simples e naqueles de alta tecnologia) e em diferentes tonalidades de pele.

Em 2014, a coordenadora do projeto, Zilma Reis, estava frente a frente com um desafio proposto pela Fundação Bill & Melinda Gates (organização sem fins lucrativos criada pelo fundador e ex-presidente da Microsoft e a esposa dele). A missão era identificar a idade gestacional por uma técnica diferente do ultrassom, mais acessível e que tivesse uma acurácia melhor.

No entanto, o desafio havia sido proposto em um processo seletivo aberto para pesquisadores de todo o mundo. “Eu, obstetra, e um físico, escrevemos essa ideia, que tinha um princípio que a embasava, mas não havia sido tentada. Analisar a pele através da luz e com isso mapear as diferenças e as alterações”, conta a professora.

70% dos óbitos neonatais no mundo são de prematuros, afirma a Organização Mundial da Saúde

A fundação internacional acreditou na ideia dos pesquisadores da UFMG e premiou o projeto com 100 mil dólares.

Como, por força de contrato, quando a entidade financia um projeto o país de origem precisa entrar com uma contrapartida, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) complementou com 50 mil dólares a etapa de desenvolvimento.

“Eu me sinto privilegiada e essa equipe também de estar tendo essa oportunidade. Acredito que muitas boas ideias morrem antes de iniciar porque não têm recursos e a gente realmente conseguiu desenvolver. A pesquisa no Brasil está em um momento crítico, se fôssemos esperar por recursos nacionais estaríamos só na ideia até hoje”, expõe Zilma Reis.

Para além

A pesquisa, que já será expandida para todo o país em um chamado ensaio clínico, também poderá estar em teste na África.

Em agosto, o grupo submeteu uma proposta para uma pesquisa internacional envolvendo aquele continente. A intenção é entender se o dispositivo terá a mesma precisão quando exposto às tonalidades de pele africanas.

  • No Brasil, ocorrem 3 milhões de nascimentos ao ano. A cada 12 meses, 340 mil bebês são considerados prematuros no país
  • Dos recém-nascidos pré-termos (que nascem antes da hora), 54 mil são prematuros com menos de 32 semanas
  • Em todo o mundo, cerca de 15 milhões de bebês prematuros nascem a cada ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Segundo dados da OMS, o Brasil está entre os dez países com maior número de nascimento de bebês prematuros, índice que coloca o país em posição semelhante às nações de baixa renda
  • Cerca de 55% dos recém-nascidos do Brasil possuem idade gestacional imprecisa ou desconhecida por falta de exame ultrassom obstétrico
  • Os prematuros que sobrevivem apresentam maior risco de hipertensão, diabetes, dislipidemias e obesidade quando adultos; além disso, podem ter alterações no neurodesenvolvimento na infância
Flávia Ivo
fivo@hojeemdia.com.br
27/11/2017 – 06h00
Disponível em http://hoje.vc/1cv23
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https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/11/27/dispositivo-inventado-por-grupo-da-ufmg-desvenda-necessidades-de-recem-nascidos-2/feed/ 0 425
Jornal da Band: More precise device calculates gestation time https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/11/27/jornal-da-band-more/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/11/27/jornal-da-band-more/#respond Mon, 27 Nov 2017 14:00:29 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=455 Como há uma margem de erro de até três semanas nos exames de ultrassom, essa técnica ajuda a reforçar os cuidados com bebês prematuros.

Assista ao vídeo da matéria.

Jornal da Band
27/11/2017
Disponível em: http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/ultimos-videos/16358546/aparelho-mais-preciso-calcula-tempo-de-gestacao.html

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https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/11/27/jornal-da-band-more/feed/ 0 455
Skinage Group presents PreemieTest to Brazilian Ministry of Health – DECIT (2017) https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/10/18/skinage-group-presents-preemietest-to-brazilian-ministry-of-health-decit-2017/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/10/18/skinage-group-presents-preemietest-to-brazilian-ministry-of-health-decit-2017/#respond Wed, 18 Oct 2017 14:00:03 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=679

Fonte: coordandores do projeto

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Fonte: Jornal da Record
Disponível em: https://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/pesquisadores-da-ufmg-desenvolvem-equipamento-que-trata-bebes-prematuros-14102017

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Grand Challenges Exploration’s 14th Round grantee group announces New Technology for Gestational Age Determination based on the neonatal skin response to the light https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/09/21/announces-new-technology-for-gestational-age-determination/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/09/21/announces-new-technology-for-gestational-age-determination/#respond Thu, 21 Sep 2017 16:55:55 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=364 [...]]]>

Patente da Faculdade detecta idade gestacional de recém-nascido com maior precisão atual

Publicado em: Externas • Notícias – 20 de setembro de 2017

Publicação em revista internacional evidencia resultados positivos de testes do Projeto Skinage, dispositivo inédito que informa a idade gestacional do recém-nascido

Os resultados científicos do projeto Skinage, dispositivo inédito, panteado pela Faculdade de Medicina da UFMG, que identifica a idade gestacional do bebê ao nascer, estão publicados na revista Public Library of Science (PLoS ONE). A publicação em forma de artigo, chamado Newborn skin reflection: Proof of concept for a new approach for predicting gestational age at birth. A cross-sectional study, mostra que esta pode ser uma tecnologia barata e efetiva para ser usada em diferentes cenários de parto pelo mundo.

De acordo com a coordenadora do projeto e professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade, Zilma Reis, o artigo mostra que o teste realizado nas maternidades do Hospital das Clínicas da UFMG e do Hospital Sofia Feldman, com 115 recém-nascidos de 24 a 41 semanas, entre 510g  e 3,5kg, teve resultados promissores. “Mostramos que através da reflexão da pele, analisada com um algoritmo que ajusta a reflexão ao peso e às condições do ambiente de incubadoras, é possível predizer a idade gestacional de um recém-nascido com erro de 11 dias, nas primeiras 48h de vida”, afirma.

Dispositivo identifica a idade gestacional usando luz LED. Foto: Arquivo Pessoal

Este resultado é considerado um indicador de sucesso, porque, segundo Zilma Reis, as técnicas atuais fazem esta previsão com erro de duas a três semanas e dependem de pediatra ou enfermeiro neonatólogo treinado. Já o novo dispositivo proposto poderá fazer a identificação de forma automática por profissionais de saúde, não necessariamente especialistas na área, em qualquer cenário de parto (em hospitais, casa ou ambulâncias).

“Tínhamos o foco principal de testar em bebês prematuros, que são os que vão mais se beneficiar com a tecnologia. Mas também incluímos os a termos – a partir de 37 semanas de gestação -, justamente para ver a diferença e progressão da capacidade de responder a luz”, acrescenta a professora. Dessa forma, as variações serviram para mostrar que o conceito incorporado no dispositivo era válido.

Zilma lembra que as maternidades participantes são locais de excelência, nas quais era possível ter certeza das idades gestacionais para comparação do resultado disponibilizado pelo dispositivo. “Nesse momento era preciso ter parâmetros confiáveis para ter certeza de que estávamos acertando. Para isso era preciso que as mães tivessem feito ultrassom desde o início da gravidez, além de todo o acompanhamento pré-natal”, informa. Assim, com o teste foi possível criar o modelo tecnológico para locais e cenários que não têm essas informações.

“A academia ainda tem o papel na etapa seguinte, a de testar esta tecnologia em outros ambientes, produzir e distribuir um número maior de dispositivos para fazer a pesquisa multicêntrica, tanto no Brasil quanto com colaboradores internacionais”, destaca Zilma. Ela diz que é preciso testar a nova tecnologia em outros bebês, de cores de pele diferentes e por mais profissionais para verificar se o resultado inicial irá se confirmar. “Neste momento de escassez de recursos para custear pesquisas no país, estamos em busca de mais financiamentos, nacionais e internacionais, e de novos hospitais colaboradores para  a etapa de validação. Também estamos avaliando as possibilidades de associar parceiros para produção deste novo equipamento no Brasil, uma vez que se trata de uma inovação desenvolvida no país”, informa.

Importância da precisão na idade gestacional

Segundo Zilma Reis, o primeiro passo é reconhecer que há um problema mundial sobre a identificação da idade gestacional dos bebês recém-nascidos. A falta desta informação pode comprometer a sobrevida, já que pode haver negligência na assistência. “Muitas vezes, de acordo com o tamanho, o bebê pode ser considerado aborto – em que não há tecnologia para que sobrevivam – e todo aquele cuidado que teria para dar suporte a sua sobrevivência será deixado de lado”, comenta Zilma.

O outro ponto é o limite entre o bebê a termo – aquele nascido a partir de 37 semanas de gestação e que geralmente não precisará de suporte respiratório – e o de 35 ou 36 semanas. O reconhecimento dos prematuros alerta para os cuidados com os que poderiam precisar de maior controle de temperatura, ser mais aquecido ou ser direcionado para uma Unidade Neonatal, por exemplo. Estes casos podem acontecer em um hospital sem maternidade, em uma maternidade mais simples ou em uma ambulância.

O Brasil será um dos países beneficiados, já que mais da metade das mulheres não têm acesso ao ultrassom precoce, como afirma Zilma. Mas ela ressalta que identificar a idade gestacional é mais do que um desafio nacional. “Há dois anos e meio atrás, quando fomos agraciados com o investimento da Fundação Bill & Melinda Gates, a chamada era para uma tecnologia mundial que pudesse ajudar a resolver um grande desafio: o reconhecimento do bebê prematuro”, relata.

“Em cenários como a África, apenas 5% das mulheres têm acesso ao ultrassom. Ou seja, a grande maioria não tem parâmetros para identificar a idade gestacional. Dessa forma, quem mais vai se beneficiar desta tecnologia são os países de baixa e média renda, nos quais não têm pediatra na sala de parto ou não é comum fazer o pré-natal”, conta Zilma.

Equipe responsável pelo dispositivo é composta por pessoas de diferentes áreas. Foto: Arquivo Pessoal

Como funciona

Zilma Reis informa que o projeto Skinage foi desenvolvido para oferecer uma tecnologia que atendesse aos cenários descritos anteriormente, sendo de baixo custo, eficiente, fácil de fazer e  para que todos os profissionais de saúde, não necessariamente um especialista na área, pudesse usá-lo em casso de dúvida ou na falta de informação da idade gestacional.

Para isso, decidiram usar três cores diferentes de luz de LED, considerada barata e acessível.  Cada cor tem um comprimento de onda de luz, que identifica determinado elemento da pele: colágeno; queratina; e glóbulos vermelhos. “A luz interage com a pele e a maneira como é refletida é o fenômeno que conseguimos analisar cientificamente. Um bebê prematuro que tem a pele muito fina, absorve muita luz e reflete pouco. A medida que ele vai amadurecendo, como um bebê a termo, a pele já está mais formada e expressa, refletindo mais luz”, explica.

Reconhecimento Internacional

O projeto foi financiado pela Bill & Melinda Gates Foundation e pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), além de ter sido selecionado para ser apresentado na 7ª edição do Building Global Innovators e  no 3rd WHO Global Forum on Medical Devices da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para Zilma, o trabalho é resultado da participação de muitas pessoas e de diferentes áreas que acreditavam no valor desta tecnologia. Na equipe responsável, há pesquisadores da Medicina, Biomedicina, Física, Engenharia e Computação, sendo professores e alunos de pós-graduação do Programa Saúde da Mulher da Faculdade de Medicina da UFMG, com o apoio do Centro de Informática em Saúde. “Uma coisa é importar uma tecnologia pronta e empregar aqui. Outra é desenvolver uma do zero e mostrar que o Brasil também é capaz de exportar tecnologias inovadoras”, comenta.

Saiba mais: skinage.medicina.ufmg.br


Acesse o artigo publicado na revista Public Library of Science (PLoS ONE): Newborn skin reflection: Proof of concept for a new approach for predicting gestational age at birth. A cross-sectional study.

Matéria originalmente publicada em site.medicina.ufmg.br/(…)

 

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https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/09/21/announces-new-technology-for-gestational-age-determination/feed/ 0 364
Professora apresenta dispositivo em fórum da Organização Mundial de Saúde (pt-br) https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/05/18/professora-apresenta-dispositivo-em-forum-da-organizacao-mundial-de-saude-pt-br/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/05/18/professora-apresenta-dispositivo-em-forum-da-organizacao-mundial-de-saude-pt-br/#respond Thu, 18 May 2017 15:00:42 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=657 [...]]]>

A coordenadora do Centro de Informática em Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG, professora Zilma Reis, apresentou o projeto Newborn Skinage no 3rd WHO Global Forum on Medical Devices, fórum da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aconteceu este mês em Genebra, na Suíça.

Inovador, aparelho permite predizer a idade do recém nascido pela pele

*Alice Leroy

3rd WHO Global Forum on Medical Devices, em Genebra. Foto: Arquivo pessoal – Zilma Reis

O projeto, desenvolvido em dois anos, resultou no dispositivo Preemie Test, que avalia a idade gestacional do bebê através dos componentes da sua pele, identificando a prematuridade.  Financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates e Fapemig, a equipe multidisciplinar conta com 12 pesquisadores numa cooperação entre a medicina e outras áreas.

Demonstração de uso do Preemie Test. Foto: Carol Morena

De acordo com a professora, apenas em países desenvolvidos consegue-se determinar com precisão a idade da criança e em alguns países africanos, o número de mães que conhecem a prematuridade de seus filhos não chega a 5%. “Um dos grandes desafios mundiais é identificar a prematuridade escondida”, afirma Zilma.

Segundo a professora, a iniciativa reduz a mortalidade infantil, uma vez que permite que os médicos consigam ter mais precisão em reconhecer os bebês de maior risco​ ​para ao tomar as primeiras medidas na hora do nascimento do bebê.

O Fórum, específico sobre dispositivos médicos, recebeu 651 participantes de 85 países e contou com workshops, painéis, plenárias e stands de projetos.

Acesse a página do 3rd WHO Global Forum on Medical Devices

Leia também:http://site.medicina.ufmg.br/inicial/professora-tem-projeto-selecionado-na-area-de-inovacao/

Redação: Alice Leroy – estagiária de jornalismo
Edição: Mariana Pires

Faculdade de Medicina da UFMG • Notícias Externas
Publicado em: Externas • Tecnologia – 17 de maio de 2017
Fonte: http://site.medicina.ufmg.br/inicial/professora-apresenta-dispositivo-em-forum-da-organizacao-mundial-de-saude/

 

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https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/05/18/professora-apresenta-dispositivo-em-forum-da-organizacao-mundial-de-saude-pt-br/feed/ 0 657
Newborn Skinage Team invited to present during the 3rd Global Forum on Medical Devices https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/04/06/newborn-skinage-team-to-present-during-the-3rd-global-forum-on-medical-devices/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/04/06/newborn-skinage-team-to-present-during-the-3rd-global-forum-on-medical-devices/#respond Thu, 06 Apr 2017 21:37:50 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=261 [...]]]> The Preemie test of the Newborn Skinage Team was invited by WHO to be presented during the 3rd Global Forum on Medical Devices, which will take place in Geneva 10-12th of May 2017. This important global meeting will discuss medical devices in the context of the Sustainable Development Goals (SDG).

Our Team was selected for a poster session and an oral presentation among  320 abstract submissions and more than 450 registered participants from 70 countries. This Forum once again promises to be an outstanding opportunity for sharing experiences and advancing increased access to medical devices globally as part of universal health coverage (UHC) and in alignment with the Sustainable Development Goals (SDGs).

Website: http://www.who.int/medical_devices/global_forum/3rd_gfmd/en/

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https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/04/06/newborn-skinage-team-to-present-during-the-3rd-global-forum-on-medical-devices/feed/ 0 261
Newborn Skinage in Africa: the team was highlighted In the Xcelerator Malawi, February/2017 https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/03/17/skiange-malawi/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/03/17/skiange-malawi/#respond Fri, 17 Mar 2017 19:18:19 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=235 The new device, which detects prematurity by touching the newborn’s skin, was introduced among the most promising technologies to save lives at birth.

The project is now preparing for a partnership with the University of Malawi where the product could be produced and tested in cooperation with UFMG.

malawi

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https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/03/17/skiange-malawi/feed/ 0 235
UFMG develops mobile application to support prenatal care https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/03/02/mgtv-meuprenatal-2/ https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/03/02/mgtv-meuprenatal-2/#respond Thu, 02 Mar 2017 22:00:49 +0000 https://skinage.medicina.ufmg.br/?p=242 Technology information team of CINS (Health Informatics Center) developed App with the participation of students professors and is news at MGTV 1st edition this Thursday, March 2nd.

Download of the APP Meu Pre-natal is available for free on Android and iOS stores and have relevant information and tools related to gestation at hand.

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https://skinage.medicina.ufmg.br/index.php/en/2017/03/02/mgtv-meuprenatal-2/feed/ 0 242